"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ecos


Essa voz de fala atroz.
Ressoando na parede,
Como um algoz.

Ecos da alma soltos, talvez.
Do que fiz de mim,
E agora sou.

E com toda sordidez
a vida marcou,
mas o sonho, ainda restou.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sem Culpa


Não me culpe pelo que faço,
se não tenho o interesse
em criar laços,
de amarrá-los.
Gosto de soltá-los.
Não quero ser constante.
Prefiro ser visitante.

Calma


Vou assim desatenta
Escrevendo ao relento.
Sentindo o vento.
A blusa de brisa.

A névoa que envolve,
e tudo me devolve.
Vendo o que não via,
Sentindo o que não sentia.

E assim sem esquecer,
E por de novo perceber,
Ando na calmaria,
Atenta em apenas ser.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

À todas nós


Sinto as mulheres nas calçadas,
Os passos em suas estradas.
Soltas ao seu gosto.
Reflexo do meu amor posto.
Sinto em ti o meu oposto.

Oposto que não me coube.
Invejo-te com admiração,
pela coragem,
de sair assim tão confiante,
E apenas com um salto, desarma.
sem usar mais nenhuma arma.

domingo, 9 de maio de 2010

Intuitiva


Intuição feminina.
Que explode
Alertando os sentidos,
De repente um desassossego,
O receio de algum acontecimento,
O peito se enche de vazio,
De pressentimento,
E pré-sentimento.
Sem lógica ou fundamento.
Não importa o argumento.
Apenas não subestime,
O sentimento.
                           (hurri..) 


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Assim


Como escrevo meu poema?
Não é feito com dilema.

E simples assim...
Sinto cada pedaço de mim

E nas linhas,
Sem esquecer as entrelinhas.

Aparece
Começo,
meio e
fim.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Nao me calo


Se a boca não fala,
se ela cala.
A alma fala.

Se a voz não fala,
ela cala.
A alma ainda fala.

Se a palavra não fala,
cala.
Ainda assim...
a alma não cala.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Armário do Poeta

Abro uma gaveta.

De repente papel e caneta.

Acentos, vírgulas, pontos.

Palavras e mais palavras

De mim tomam conta.

Assustada, lhes digo - confesso!

E logo vão dizendo, nos libertem.

Perguntam, cadê os versos?


As reticências mostram mais exigências...

Não esqueça os sentimentos,

Todos eles...

Ah! E uma dose de insanidade...

Pra mostrar a verdade.


Uma a uma as rimas vão sendo formadas...

Dizendo, nos una, mas não nos prenda.

E insistem, não esqueça, somos poema


E antes de finalizar, o alerta...

Pode nos usar ao teu belo gosto,

Só nos deixe liberta.


E assim, mais calmas me dizem...

A caminhada é longa

E às vezes incerta,

Mas não pense, apenas sinta...

Não esqueça, és poeta!

Livre

Ah!

Esse espírito aventureiro

Itinerante,

Sem destino

Pelo mundo avante.

Não tente mudar seu rumo

Se tornara errante.

Não tire dele a beleza

Do incerto.

Não mostre o caminho

Deixe-o seguir sozinho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Amo!

Amo!

O canto da chuva.

O sorriso dos olhos.

O arrepio da alma.

O gosto do proibido.

O sexto sentido.

O sonho não envelhecido.

As noites de sol.

Os poros abertos.

Os dias incertos.

O tremor do lençol.

O descer da subida.

O chegar da partida.

A vida pra ser vivida.


Amo!

Deixar minha alma

Para ser lida.