"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

domingo, 16 de maio de 2010

Olhar


Olhar que desnuda,
Insinua em silêncio.
Na reação nem pensa.
A teus braços esta propensa.

Olhar que esquenta.
Adrenalina acelera.
Desejo alimenta.
O torpor orienta.

Olhar que transgride.
Na boca saliva.
Pensamento delira.

Olhar que é teu.
Não pare de olhar,
Não acabe com o feitiço,
Que causa ao meu.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Poço da vida


Nova caminhada.
Nova estrada e sua lida.

Depois de páginas
E páginas (em branco),
Destruídas.

Foi necessário um barranco,
Para a subida.
O que eu via chegada.
Agora é partida.

Depois do fundo.
Não há mais saída.
A subida e mais fácil
Que a descida.
(mas apenas no poço da vida).

Ecos


Essa voz de fala atroz.
Ressoando na parede,
Como um algoz.

Ecos da alma soltos, talvez.
Do que fiz de mim,
E agora sou.

E com toda sordidez
a vida marcou,
mas o sonho, ainda restou.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sem Culpa


Não me culpe pelo que faço,
se não tenho o interesse
em criar laços,
de amarrá-los.
Gosto de soltá-los.
Não quero ser constante.
Prefiro ser visitante.

Calma


Vou assim desatenta
Escrevendo ao relento.
Sentindo o vento.
A blusa de brisa.

A névoa que envolve,
e tudo me devolve.
Vendo o que não via,
Sentindo o que não sentia.

E assim sem esquecer,
E por de novo perceber,
Ando na calmaria,
Atenta em apenas ser.