E pego um tanto de ontens
E me debruço com eles à janela
Alguns, estendo ao lado
Molhados de lágrimas,
Deixo-os secarem,
Se evaporam.
Outros tantos comigo conversam,
Absorta sigo seus rastros
Tiram de mim risadas
Um dia já sentidas.
Outros me fazem mais uma vez doer.
Esses me erguem,
Está neles tudo o que me serve.
E há os que não gosto
São nos ontens "de não devia"
Esses, ignoro
Já que passo atrás é impossível.
E depois de quentes pelo sol, alguns tantos
Ainda pego, ponho-os aqui dentro,
E quando os convido para olharem à frente...
Muitos são somente ontens,
Outros em hoje se tornam,
Alguns ficarão em mim amanhã.