"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Essa intensidade que me move


Hoje eu queria um pouco de ilusão que me satisfizesse,
Nem que fosse por algumas horas,
Só pra não dar crédito ao tempo.

Um tanto de certezas que não permanece
Um sorriso simples, sem esconder o que é triste.
Guardar um pedaço bom de memória, no cair na noite.

Esquecer que somo tantos ontens de mim
Ser somente um pouco do hoje
Dizem que viver o hoje é simples assim
Queria entender isso, enfim.

Me despir com as minhas vontades,
Sem me importar com o parecer da verdade.
Sorrir com os desencontros, do suposto certo.
Qualquer ilusão simples, para desmanchar o que dói. 

8 comentários:

Rogério Pereira disse...

Belas as palavras
Errado o caminho, poeta
de procurar na ilusão
aquilo que te pede o coração

nada dói mais
que esses tão tristes ais

EDER RIBEIRO disse...

qdo a realidade se mostra intensa e dolorida, sonhar é uma valvula de escape, ou então expressar em poesia como vc tão bem fez. Bjos e um bom finde.

Ingrid disse...

duas.........
belíssimo sentr querida..
beijos perfumados de carinho

Pri disse...

Oi Fátima,boa noite!

Hoje eu queria uma válvula de escape, e lendo seu poema me senti livre por um instante.
Beijos da Pri

Michele Pupo disse...

Tuas poesias são sempre tão intensas, que me invadem e iluminam.

Gostei, Fátima.

Bjs

Mik disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mik disse...

Ilusão que tira dor, faz bem tbm!
Saudades da tua poesia =)

O Profeta disse...

Este pensador, viageiro entre Sois
Esta Ave pousada em mil embarcações
Este barco que passa sem vela ou remo
Esta arca repleta de vibrantes emoções

Esta mestiça flor de açafrão
Este ramo de espinhos cravados na mão
Esta alma que não ousa largar opinião
Este homem vestido de solidão

Ouvi um som profundo e breve
Vindo de uma perdida lembrança
Toquei de leve os trincos da memória
E senti o golpe frio de uma afiada lança

Boa semana


Doce beijo