"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Viajante


Uma vertigem, um torpor, por estar só nesse barco, nessa infinitude de água, remando sem rumo, sem tempo determinado para encontrar porto, cais, caos, algo que o caiba.
Com os pensamentos distantes, os sentidos atentos, coisa que, só um viajante solitário consegue, percebendo detalhes que aos outros em terra passa despercebido. Ali em seu pequeno espaço, pode sim abraçar o mundo o espaço, mas o desconforto o acompanha e não é pelo tempo, ou o lugar de aportar, ou por estar a esmo, não.
O que o incomoda tanto assim, é esse navegar em espelho.

8 comentários:

Ingrid disse...

viajar na reflexão e nos percebermos por vezes sós..
beijo amada..

"(H²K) 久保 - Hamilton H. Kubo" disse...

Apenas o navegante bem sabe oque vê.
Apenas ele bem sabe o que lê.
Nas vertigens deste Mundo, cada paisagem uma mensagem.
E no espelho em que navegas vê e lê a si próprio...

Beijos

Rogério Pereira disse...

Falas-me do destino dos viajantes... todos nós viajamos assim, incomodados, sem remos, sem velas, sem mastros, sem barcos... e o mar é nosso cúmplice. Também tem a imagem vertida no espelho... da vida

Jean Maia disse...

em quanto lia apenas tive a imagem turma do meu passageiro sombrio preso na mente, tentando escapar por qualquer lugar, queria eu ter escrito este texto rsrsrs.

Nilson Barcelli disse...

Vista do mar, a terra onde habitamos é diferente, na verdade.
Belíssimo texto, gostei muito.
Fátima, desejo-te uma óptima semana.
Beijo.

Jean Maia disse...

vou publica-lo na minha pg do facebook. http://www.facebook.com/pages/O-Bebado-e-o-Equilibrista/141788252585172

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Simplesmente maravilhoso este texto...quantas vezes navegamos sem nós e sem rumo.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Mik disse...

Lindo, lindo!!!
Sopros de Luz!