"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

quinta-feira, 7 de março de 2013

Direção

As costas doem
O corpo todo dói,
Pela investida teimosia
contrária ao tempo.

Não há direção 
no suposto certo.
Desde sempre rota inversa

Habituo-se ao desalinho.

Da primeira a última vértebra
Da sola aos fios de cabelo
Do que pulsa ao que pensa.

4 comentários:

Malu Silva disse...

Pois há dias que esta dr descrita aqui me invade, sem que eu queira...
Abraços

Jorge Leandro disse...

Poema tátil, toquei as dores dos seus versos.

EDER RIBEIRO disse...

Essa dor desamina, mas temos q seguir. Como sempre poetiza com maestria. Bjos.

Dom Jorge disse...

Parabéns pelos poemas, Fatima! Sua escrita é cheia de vida! Grande abraço!