"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Chuva

Chovia como há muito não chovia, desde muitas noites e dias.
Terra seca, vincada, escassa de tudo de vida do mundo.
De viventes presentes, do amor que um dia se sente, de horas presentes.
Presentes em árvores de natais um dia tidos e tão sentidos.
Como foi sentido aquele dia, como fez sentido, nessa terra fria, terra carente de esperança há pior que isso? Ser carente de esperança, ah, não há!

Cabiam quilômetros desse dia que chovia.
A noite logo se via e a chuva caia, cheiro bom de terra molhada.
E essa terra tão carente, bebia cada gota que ali vinha, se nutria.
E as duas nessa quentura que agora sentiam, em uma única se faziam, eram gotas de alegria, gotas que de terra se coloriam, preenchendo com água, vincos de vírgulas, dando pontos finais no que há muito se estendia.

Demorou, mas dessa vez água a terra veio,
Assim como um atraso de lágrimas...
Chovia, como há muito tempo não se via.
                                        

21 comentários:

Ingrid disse...

teu escrito nos remete aos tempos idos..
às lembranças de tempos de chuvas com hora..
beijos linda!

Mery disse...

Ah, eu adorei, pois essa chuva* às vezes cai tão bem; cheirinho de terra molhada*...é tudo que eu queria agora.
Aqui tá tão quente, eu nem sei onde estás, mas esse pequenino texto me agradou muito.
Um beijinho e fica com Deus.
Mery*

Lufe disse...

Que delicia de texto...
Me senti à janela, vendo a terra sofrida absorver as lagrimas do céu.

bjocas procê

Maria Teresa Fheliz Benedito disse...

Olá!
Você como sempre me encantando com texto tão lindo,poesia saída da alma para nos enfeitiçar, eu daqui senti o cheiro da chuva e ouvi seu barulhinho molhando a terra tão sofrida, fazendo-a agradecer sorrindo com flores que por certo brotaram e enfeitaram a vida e o caminhar de todos que por lá existe, com frutos que por certo saciou a vontade de todos.
Obrigada por esse momento de Deus e mágico de poesia.
Beijos em seu coração minha querida.

Carla Fernanda disse...

Chuva abençoada!!
Beijos querida e boa noite!!

:D

Terê. disse...

moça, que belo poema, como chove sensibilidade aqui, parabens bjus tere.

Elzinha disse...

Poema doce. Eu admiro demais o teu jeito de escrever. Que venha a chuva tão esperada, que venha o cheiro da terra molhada, que venha o verde e com tudo isso a esperança.
Parabéns pelo talento.
Um grande beijo amiga.

AC disse...

Chuva retemperadora, chuva alimentadora da esperança, chuva fonte de vida...

Beijo :)

Dilmar Gomes disse...

Amiga Fátima, gosto deste teu estilo peculiar. Tu escreves de um jeito muito pessoal. Também gosto de chuva e do cheiro da terra molhada.
Um abração. Tenhas uma linda tarde.

EDER RIBEIRO disse...

A mesma sensação ao ler seu texto eu tenho qdo sinto o cheiro de chão molhado: comê-lo. Bjos.

Alê disse...

Abençoada seja a chuva,

Acalma, renova,

Juliana Matos. disse...

passei a gostar da chuva
me parece purificar, lindas palavras!
Um beijo querida
Ju

Luna Sanchez disse...

Pude sentir aqui o alívio...

Amo chuva, no sentido literal e em todos os sentidos figurados!

Um beijo, flor.

Lindas as tuas palavras sempre, parece que escreve em mim, na pele.

=D

Jean Maia disse...

amo chuva assim como suas escritas Fá.

Lilá(s) disse...

O teu texto é uma pequena delicia!
Bem vinda chuva.
Bjs

Izaqueu Nascimento disse...

água sobre o chão seco.. o cheiro de terra molhada.. que atrai, envolve e nos cativa com essas palavras. LINDO!

MOISÉS POETA disse...

Oi,Fátima!
que texto bacana ...descreveu com perfeição cada gota dessa chuva.

Foi ótimo ter passado por aqui.

Um beijo grande , minha querida !

Djalma CMF disse...

A terra clama por chuva na sua sequidão, assim como clamamos pelos seus lindos textos poéticos. Parabéns poetisa por mais um lindo encanto, bjos.

Eric Maffer disse...

E quando chove assim, é como se na nossa mente tocasse o trecho daquela velha canção: "Deixa chover, deixa a chuva molhar..."

Sonhadora disse...

Minha querida

Por vezes a chuva lava a alma e leva as mágoas.
Como sempre lindo te ler.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Valéria Sorohan disse...

Amei, Fátima querida. Meus neurônios
imersos em chuvas
quase me desinventam.

BeijooO*