"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Prece

Parto perdido
No que habito 
Hábito que me devolve
Em pedaços
De pequenas presenças
Palavras dormem 
Mais cedo
O silêncio e mais preciso
Preciso desse olhar
Interno. Ajoelhar
A prece está em todo canto
Deste partir preciso
Sem me negar ao alento
Do que me dá luz
Antes que a estrada apague
Me apego
A um sopro que me alimente.



4 comentários:

Graça Pereira disse...

Uma maneira diferente de escrever poesia...Gostei.
Beijo e bom fim de semana.
Graça

Tania regina Contreiras disse...


Gosto da respiração da sua poesia...

Beijos,

Mik disse...

Tava com saudades de andar por aqui, sempre lindo e inspirador!!

Domingos Barroso disse...

"Me apego
A um sopro que me alimente."


que lindo!!!