"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Além dos muros

Rasguei paredes desses muros,
Refúgio de dores escuras.
Permiti à cor, entrada,
Que nesse lugar fizesse morada.

Queimei os sentimentos únicos
Em tórrida fogueira.
Joguei ao vento às cinzas.
Chamei a pluralidade dos mesmos.

A luz acendeu brilhos
Que achava não mais serem meus.
Modifiquei minhas cores.
Dei mais tempero aos sabores.
De bom grado um adeus.

De todas as vivências sempre serei.
Mas optei não ser mais delas.
Troquei as amarras do sou,
Passageiramente estarei nelas.

Sem muro, um novo instante
Novo vislumbre do que em mim preciso.
Na precisão desse jardim além do muro.
Um pedaço em mim, de paraíso.

25 comentários:

AC disse...

Um poema sentido com uma forte convicção no desejo da mudança.

beijo :)

Jaime Latino Ferreira disse...

FÁTIMA


Fez muito bem em se inspirar na ilustração lateral do meu blogue!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 28 de Setembro de 2010

Paulo Becare Henrique disse...

Romper a barreira desses muros mencionados no lindo poema é uma tarefa para poucos.

Cristiano Guerra disse...

Fátima, que lindo! De longe foi seu poema que mais gostei. Tenho a impressão que o que escrevi hoje de tarde foi prosaicamente sua poesia. Sendo assim, me identifiquei totalmente! Sem o que dizer agora, exceto uma coisa: você é uma poetisa fantástica!

Grande beijo

Ingrid disse...

belo caminho de renovação!
belas palavras de desafio..
perfeito!
beijos

"H²K - Hamilton H. Kubo" disse...

Lindo poetizar que nos deixa claro o dom que temos de nos libertar.
Seja amarras ou muros, mas que saibamos que a nós cabe transpassar!

Lindo!!!

Beijos

Tere disse...

querida fatima, que belo poema,recheadinho de poesias,amei.beijos terê.

Eraldo Paulino disse...

Queremos explodir as grades que nos limitam, que nos prendem, que nos impedem de cantar com o clube da esquina.

No mundo cercado de muros, é sempre do outro lado que a felicidade parece estar.

Muito lindo o teu poema. Me lembrou meu quintal, na época da minha infância querida. quintais sem cercas que ninguém entrava pra roubar nada além da fruta do vizinho

bjs!

meus instantes e momentos disse...

belissimo.
Maurizio

Pontos de Ligação disse...

Belíssimo!
É preciso que nos libertemos de nossas amarras e quebremos os antigos muros... Libertar-se do passado! Mudar! Essa é a lei da vida que sigo de bom grado.

Letícia

A Escafandrista disse...

oi, fátima que versos lindos. Adorei os selos e confesso q até fiquei tentada a pegar um, mas é sempre melhor quando a gente recebe neh? ou será que é como beijo, que roubado é melhor? rsrsrs não sei, mas todo o blog está lindíssimo, parabéns! to seguindo.

Pistoleiro Corvo disse...

"Um pedaço em mim, de paraíso."

Simplesmente único.

Ana Cavalcantti disse...

Oi Fátima !
Eu fiquei muito feliz com seu comentário !! Obrigadinha , fico toda cheia hahahah !!
---------------------------------
Eu sempre digo uma coisa , temos que estar sempre abertos a mudanças , em todos os sentidos na nossa vida !
Quando tudo está bem e quando tudo está ruim ...a evolução só chega
através das mudanças !!
E por comodidade acabamos esquecendo de mudar uma coisa aqui e outra ali...aí ou ficamos empacados ou vai tudo por água abaixo !
Beijooos

Dilmar Gomes disse...

Muito o bonito o seu poema. Psicológico, intimista, musical e delicado.
O que eu posso dizer sobre o muro, que de repente, surge na nossa vida? Que, às vezes, o muro aparece à nossa revelia. Outras vezes, nós mesmos colocamos um muro na nossa frente e levamos muito tempo para perceber, que nesses casos, a retirada do mesmo é menos penosa do que imaginávmos e que só depende da gente.
Um grande abraço.

Valéria Sorohan disse...

Descobri que gosto de te ler. Vc tem um bom ritmo, narra com simplicidade, sabe envolver.

BeijooO*

Vozes de Minha Alma disse...

Lembre-ime do Jardim Secreto.
Um filme interessante.
Mas teu poem,a é por demais sublime e repleto de sentimentos para um novo alvorescer.
Bjs Fátima, um abraço.

Nilson Barcelli disse...

Belo poema.
Gostei imenso das suas palavras.
Beijos, querida amiga.

Pérola Anjos disse...

Sem muros, livre de ti mesma.

Bonito e intenso!

Obrigada por soltar suas linhas pelos meus ares! Volte sempre!

Beijos!

João Lenjob disse...

Os Teus Olhos
João Lenjob

Um verso tão nobre
Como brindar o olhar teu
Fazes de mim outro homem
Sempre abobado a te apreciar
A beber os teus olhos,
Saudades
O gosto dos teus olhos,
Encanto
Vou me embriagar com teus olhos
E esperar o anoitecer, deixar
A lua vai a passar e eu a apreciar os teus olhos
A chama aqui no peito e eu a apreciar os teus olhos
Tão claro que fiquei
Minha alma assim jorrei
E assim revi os teus olhos.

E pode acreditar, mas acabei de postar mais cinco poemas novinhos no blog. Beijos!!!

João Lenjob.

Juci Barros disse...

Tem coisa mais bonita que "um jardim além do muro"?!
Beijos!

. intemporal . disse...

.

. como no "navio de espelhos, não navego, cavalgo" .

.

. e o muro é a antí.tese da transposição a.penas .

.

. um beijo meu .

.

. paulo .

.

Alexandre Fernandes disse...

Que poema fantástico Fátima!
É uma chance dada para renovação, o conhecimento de novos ares, um ultrapassar de limites que propicia o crescimento do alma, o aprimoramento das sensações.

Um novo instante, uma nova chance.

Lindíssimo!

Beijos

A.S. disse...

Afundei-me nas tuas palavras!
Nelas naufraguei... com prazer!...


Beijos
AL

so sad disse...

cores modificadas, sentimentos revelados!

Germano Xavier disse...

Bom te rever, Fátima.
Vamos em frente!