
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Nao me calo
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Armário do Poeta
Abro uma gaveta.
De repente papel e caneta.
Acentos, vírgulas, pontos.
Palavras e mais palavras
De mim tomam conta.
Assustada, lhes digo - confesso!
E logo vão dizendo, nos libertem.
Perguntam, cadê os versos?
As reticências mostram mais exigências...
Não esqueça os sentimentos,
Todos eles...
Ah! E uma dose de insanidade...
Pra mostrar a verdade.
Uma a uma as rimas vão sendo formadas...
Dizendo, nos una, mas não nos prenda.
E insistem, não esqueça, somos poema
E antes de finalizar, o alerta...
Pode nos usar ao teu belo gosto,
Só nos deixe liberta.
E assim, mais calmas me dizem...
A caminhada é longa
E às vezes incerta,
Mas não pense, apenas sinta...
Não esqueça, és poeta!
Livre
Ah!
Esse espírito aventureiro
Itinerante,
Sem destino
Pelo mundo avante.
Não tente mudar seu rumo
Se tornara errante.
Não tire dele a beleza
Do incerto.
Não mostre o caminho
Deixe-o seguir sozinho.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Amo!
Amo!
O canto da chuva.
O sorriso dos olhos.
O arrepio da alma.
O gosto do proibido.
O sexto sentido.
O sonho não envelhecido.
As noites de sol.
Os poros abertos.
Os dias incertos.
O tremor do lençol.
O descer da subida.
O chegar da partida.
A vida pra ser vivida.
Amo!
Deixar minha alma
Para ser lida.
Limite
Levei minha vida ao limite.
Minha alma à escuridão.
Minha lógica à distorção.
Meu corpo ao abismo.
No extremo entre insana sanidade
Descobri a loucura
Voltei à realidade.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Verdade
Se de mim saem poemas,
Ou algo que assim os lembra
E mero joguete do acaso!
Comigo tudo sempre foi mais intenso,
mais ardente, mais ao descaso.
Chega a ser engraçado, sou ácida, irónica,
Até mesmo displicente.
Mas quando pego papel e caneta,
Meu raciocínio se torna inocente.
Minha lógica vai embora,
O que canto é a verdade,
descarada mente.
Liberdade
Vou...
Saindo do céu da boca
E indo para o céu das estrelas do mar
Colocando...
no ar a falta de ar
Tornando...
paciente a impaciência
Aprendendo...
a resposta sem perguntar
Amando...
Sem a necessidade de estar
Vivendo...
A liberdade no sonhar
Presente
O que a vida me deu de presente,
Foi tudo aquilo que eu não tive:
Os beijos que não recebi,
Os amores que não vivi,
As viagens que não fiz,
Os filhos que não contive.
Tudo que a vida me deu,
Que mais prazer me causou,
Foi aquilo que não tive.
Ficou na fantasia no prazer do pensamento,
Apenas uma súbita alegria.
O que a vida na verdade me deu,
Foi o mais importante:
A vida como presente.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Estou diplomada
Na experiência das noites inesquecíveis da adolescência.
Nos dias sofridos da maturidade.
Nas dores marcadas em horas perdidas.
Nos prazeres efêmeros das horas não sentidas.
Na vasta coleção de pensamentos.
Nos desejos não tocados.
Nada além do que sinto será mostrado,
Somente o diploma emparedado na alma,
Da vida em mim tatuada.