Uma vertigem, um torpor, por estar só nesse barco, nessa infinitude de água, remando sem rumo, sem tempo determinado para encontrar porto, cais, caos, algo que o caiba.
Com os pensamentos distantes, os sentidos atentos, coisa que, só um viajante solitário consegue, percebendo detalhes que aos outros em terra passa despercebido. Ali em seu pequeno espaço, pode sim abraçar o mundo o espaço, mas o desconforto o acompanha e não é pelo tempo, ou o lugar de aportar, ou por estar a esmo, não.
O que o incomoda tanto assim, é esse navegar em espelho.