"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Estranhos

Dava para ver o cansaço
Dos passos pela casa.
Na morada da nossa ausência,
Em nossa vida de descaso.


Fizemos do silêncio nosso som.
Nenhuma palavra,
Nenhum olhar,
Tudo em vão.


 Não me enxergas não te vejo.
Distante no mesmo ninho,
O toque virou alergia,
Nenhuma forma de carinho.


No chão do quarto,
Sobras do que um dia foi desejo.
Vidas desperdiçadas.
Vidas em cacos estraçalhadas.


Cacos ao chão jogados.
Para todo dia serem pisados.
Sentindo a cada dia,
Uma dor diferente.


Assim seguimos.
Celebrando nossos silêncios.
Sem vida em nossas vidas,
Dormentes.
Somos almas falidas.

24 comentários:

MENEZES disse...

“Pior do que você querer fazer e não poder, é você poder fazer e não querer.”

AC disse...

Quando tudo acaba há sempre uma espécie de atracção pelo que ficou, pelo que restou...
Mas, por mais doloroso que seja, esse é o acto que antecede a partida.

Bjs

"Hamilton H. Kubo - Profundo Pensar" disse...

É triste ler que com o passar dos anos, o espaço traga apenas lembranças.
Não permita que a vida seja estancada assim ainda em vida.
Deixe sua bela poesia povoar este espaço esquecido, e faça da vida novamente vida!!

Beijos e belíssimas palavras.

Socorro disse...

Eu não sinto mais a cada dia uma dor diferente. Aprendi a lidar com a solidão e com o silêncio!
Será que fiquei dormente?

Pra quem não quer falar de amor, fizeste um belo poema, beijos...

Cristiano Guerra disse...

Ah, separação! É tão triste. Mas eu desejo força, que é o mais essencial, certo?

Adoro seus comentários, é do tipo construtivo. E fico feliz, com você sempre lá na oficina. Montei um selo para os blogs que mais gosto, e gostaria muito de te enviar (por email), se você aceitar.

Um abraço

pablorochapoesias.com disse...

Que nossas almas nunca se cansem de lutar. Bela Reflexão, Fátima!

Beijos!

legalmente loira... disse...

fátima querida,
esta linda nesta foto abalou....
eu não sinto solidão e nem tenho nada acabado estou sempre começando.
estranhos é um lindo poema de amor feito pela minha mais querida poetisa.
otimo fds com carinho e bjos.
volto na segunda-feira..

Cia. De Teatro Atemporal disse...

Oi, Fatima!

Você disse que só de ler a sinopse dá vontade de você comparecer aos espetáculos... é... pena que é muito longe... e realmente os espetáculos do PROGRAMA ATEMPORAL são muito bons!

Porém quando você nos passou que foi ao circo com o seu sobrinho, nós é que ficamos com vontade de estar aí com você!

De fato, o circo é simplesmente um mundo mágico que precisa ser apreciado por todos nós!

De coração, adoramos ter compartilhado isso com você!

E mesmo sem estar aí fisicamente falando, nós estivemos, estamos e estaremos sempre presente em seu coração!

Um fim de semana ATEMPORAL para você e toda a sua familia!

Te amamos!

Clemente.

Cia. De Teatro Atemporal.

Daniel Costa disse...

Fátima

Poema que achei excelente. No entanto reflete ser de momentos menos atraentes.
Daniel

Nini C . disse...

Ah, fatima como escreves bem, sempre adoro todos os teus poemas ;D
Beijo grande e obrigada por sempre ler o q eu escrevo, tbm te gosto e muito...

Socorro disse...

Somos almas falidas, quando não temos uma paixão ou um amor, sei lá...rs!
Vai lá depois, quero ver você não falar de amor, rs!
Beijos.

Juci Barros disse...

Sem dúvida o melhor que li nos últimos dias. Parabéns!
Beijos.

Maria Inês disse...

Nossa minha irmã a cada dia que passa você me surpreende com seus poemas esse é realmente um dos mais lindos, triste mas lindo...Te amo beijos

Maria

Pontos de Ligação disse...

Todos somomo, em verdade, almas falidas. Almas feridas. Almas marcadas...

Adorei tua poeia, como sempre!

. intemporal . disse...

.

. da falência como iminência de um fim que assim se transcreve . na preservação das sílabas com que se vogalizam as emoções .

. entre.o.res.guardo.do.sonho .

. um beijo .

.

Sonhadora disse...

Minha querida
Um belissimo poema, sentimento à flor da pele.


Não me enxergas não te vejo.
Distante no mesmo ninho,
O toque virou alergia,
Nenhuma forma de carinho.

Como este verso fala de mim.

Beijinhos
Sonhadora

Cia. De Teatro Atemporal disse...

Oi, Fatima!

Tem SELINHO pra você no Blog da Cia. De Teatro Atemporal!

Não deixe de pegar!

Receba o carinho de nossa companhia!

Clemente.

Cia. De Teatro Atemporal.

Raquel de Carvalho disse...

Ohhh... que triste! Essa é a pior solidão, né... estar junto de alguém, porém se sentir sozinho...
Que lindo texto!

Beijosss

Rico Salles disse...

Belo poema... passou a mensagem lindamente.

Márcia Luz disse...

Acabo de conhecer seu blog por intermédio do Blog da Cia. Teatro Atemporal e gostei muito de seus poemas. Lindos! Parabéns!

:: Mari :: disse...

Hum, é triste hein?!?!
Belo texto!
Como todos né? rsrsrs

Parafraseando com o que deixasate no blog, quer dizer que você me conheces é? Então você é puro sentimento igual a mim, patética também, né cancerina? rsrsrs
Obrigado pelo carinho que deixastes no meu niver, amei viu?

Bjos

Eraldo Paulino disse...

O retrato de muitos lares que pulsam memórias, já velhas. Crise que deveria significar um grande recomeço, uma fênix pessoal de cada um.

Bjs!

jocarlosbarroso disse...

Também tenho cá meus momentos de silencio quando a saudade toma conta principalmente dos ausentes
quando pela casa celebravamos até a tristeza. Hoje cada canto é canto sem canto. Gosto muito do que escreves há nitida semelhança. É como reviver pensamentos de outrora e de agora.
Parabéns, bjsss!!!!

aluisio martins disse...

silêncio rico, bonito...
abs