"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Refém

Há um ladrão dentro de mim.
Que me assola,
Me espanta,
Me assusta.

Age por conta própria
Domina a ordem,
Faz da pulsação
A desordem.

Digo a ele não!
Não escuta,
Reluta.
Me assombra,
Me faz tremer.

Tendo a adrenalina
Como comparsa
Fico refém.
Não há o eu faça.

E mesmo sabendo
Que não é o certo,
Me convence
E me deixa perto
Tão perto,
Que não enxergo.

Sem se importar
Se vai me aprisionar.
Resiste.
E me deixa sem ar.

E rouba, cinicamente rouba!
Mesmo sob protesto meu.
O sabor do beijo teu.

11 comentários:

AC disse...

Muito bem descrita a acção desse "ladrão".
Lindo!

Beijo

A Escafandrista disse...

que coisa mais linda... o blog inteiro... parabéns.

"Hamilton H. Kubo - Profundo Pensar" disse...

Eis então o ladrão dos beijos.

Lindo Fátima!!

Beijos

Márcia Luz disse...

Se assim fossem todos ou roubos... que delícia de mundo!

Bleeding_Angel disse...

Roubos assim saum totalmente perdoaveis. rs.
Bjos anjo.

Raquel de Carvalho disse...

Hummm... esse "vilãozinho" tá querendo virar "mocinho"!!!
ehehehehehe
Lindo!

Beijos

Nilson Barcelli disse...

Às vezes, esse ladrão está coberto de razão...
Belo poema, querida amiga.
Beijos.

Nini C . disse...

as vezes nosso desejo éh nosso pior inimigo... muito lindo... beijos...

Anônimo disse...

Belo poema.
Se quiser,palavras de dentro:
http://acasoscompalavras.blogspot.com/

Rico Salles disse...

Olha, esse ladrão é parecido com o que vive dentro de mim, será que todos temos um ? Bj!

Eraldo Paulino disse...

Simplesmente lindo...

Profundamente belo....

Sensivelmente envolvente...

Bjs!