"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

sábado, 3 de julho de 2010

Tecido

Em varal estirado, de arame farpado.
Rasgado aos poucos, retalhos.
Dividido em espaços.

Aos quatro cantos pousam os trapos
Tecido de algodão...
Embaraço,
Tentando juntar pedaços.

Pedaços de linho
Desfeitos, fiapos
Fragmentos pelo caminho.

A vontade de pano,
Novamente ser.
Desfazer nós.
Novamente tecer.

Em máquina que pulsa, fiar.
Montar a trama, refazer a teia.
Prover fios para aquecer.
Tecido apenas ser.

22 comentários:

Cristiano Guerra disse...

Você fala de recomeçar, e eu acho esse sentimento inerente, toda vez que se é nescessário. Composição perfeita.

Abraço

Ivy disse...

Fátima, te encontrei no blog da nossa amiga Rita... e não resisti, vim te visitar... uma graça seu cantinho. Vou voltar outras vezes, viu!?
Bjs e parabéns!

legalmente loira... disse...

fátima querida,
eu que estou toda orgulhosa por ter uma amiga tão sencível e de um conteudo grandioso.
fiquei apaixonada por espelho foi uma escolha dificil porque aqui tudo é maravilhoso uma mais linda que a outra.
fico feliz que aprovou estamos apenas começando virão muitas mais.
tecido é perfeita....a gente esta sempre juntando nossos tecidos para que não se rasgue.
lindo final de semana com bjos.

Daniel Costa disse...

Fátima

Seja comomo for, voltei a gostar do do poema. A poesia está em nós próprios, no nosso ser, depois é o alinhar das palavras, pelo que te acho com espírito poético, a avaliar pelo que mostras, como neste poema.
Beijos

MEUS POEMAS disse...

Oi amiga, passei pra lhe deixar um bjo e agradecer sua visita e comentário!
Bjsssssssssss
Gena Maria

Sonhadora disse...

Minha querida Muito belo o teu poema, um entrançado de palavras que fez um belo poema, adorei.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

AC disse...

Os tramas do ser, os tramas do refazer...

Muito bom o enquadramento das palavras.

Bjs

Cria disse...

Impecável, parabéns !!!

Juci Barros disse...

Colcha de retalhos, trapos, porém limpos e refeitos>novidade. Vida nova na mesma vida...
Beijos.

legalmente loira... disse...

fátima querida,
lindoooooo...


ausente por alguns dias.
reformas no meu espaço.
volto logo não se esqueça de mim rsrs.
com carinho e bjos da rita...
:g

JoCarlos Barroso disse...

Adoro ler o que escreves.
Questão não só de admiração
mas de afinidade.
Bjs!!
Jocarlos

Raquel de Carvalho disse...

Nunca li algo tão lindo sobre tecido!!!
Encantador! Muito bom!
Beijos

. intemporal . disse...

.

. bel.íssimo ! os meus parabéns .

.

. este poderia ser um magnífico poema para uma canção de embalar .

.

. "amei.de.amar" .

.

. um beijo .

.

. paulo .

.

Nilson Barcelli disse...

Fátima, vc bordou um belo poema.
Gostei imenso.
Beijos.

pablorochapoesias.com disse...

Maravilhosa poesia. Vc se superou nesta, Fatima!

Meu aplauso!

Fátima disse...

Olá Xará,
adorei sua visita super simpática e carinhosa, será sempre bem vinda viu!

Nossa vida é mesmo um tecido que devemos cuidar para que não se rasgue ou desfie ao esbarrar nos arames farpados que encontramos pelo caminho.
Você teceu aqui um lindo poema, alinhavou e sirziu as dores do coração como uma ezímia costureira de sentimentos, lindíssimo.

Beijinho com carinho.

p.s.: quanto ao selinho, será um prazer se levá-lo, fique a vontade minha linda.
Como fazer isso, é melhor pedir ajuda a quem entende pois sou um fracasso total para explicar , pois também estou engatinhando nesses assuntos, rs.
Bjs.

:: Mari :: disse...

A vontade de pano,
Novamente ser.
Desfazer nós.
Novamente tecer.

É um belo recomeçar, adorei!

Bjos

O Profeta disse...

Esta ilha não tem fortuna
Trocou-a por um curioso mistério
Este irreal e intenso verde
Que inunda o olhar mais sério

Nesta ilha há um beijo na tua procura
Nesta ilha as pedras não têm idade
Nesta ilha as juras são lançadas à maresia
Nesta ilha o sonho é janela da verdade

Doce beijo

Eraldo Paulino disse...

Teu texto me lembrou como nós, de certa forma, estamos sempre entrelaçados e quão mais forte todos ficamos se nos esforçamos em reforçar os laços, pois, assim como os tecidos, um fio que aparece demais tira a beleza do tecido...

Precisamos mesmo desfazer NÓS!

Bjs!

legalmente loira... disse...

querida fátima,
vim matar as saudades de seu lindo bordado.
lindo dia com carinho e bjos.

Nini C . disse...

Que lindo Fátima, adorei o poema, prover fios pra aquecer, tecido apenas ser, mto bom, beijos amiga ;D

Comendador do Templo disse...

Olá Fátima, meu anjinho!

Adorei todo o seu trabalho indistintamente, especialmente pelo fato de vc conseguir surpreender a gente em cada texto. Vc usa os elementos de criação de uma forma muito inteligente e plástica, de forma que em cada obra encontramos um ponto novo para reflexão..."Tecido" é um poema que nos remente as nossas próprias espectativas e tensões existenciais. Vc concegue cumprir com a difícil tarefa de ser específica e abrangente á um só tempo...adorei!
Beijos....Yuri Al Mochtahid