E se não fosse de minhas entranhas
Graça não teria
Se não tivesse doído ao peito
Não aprenderia.
Se não fossem os passos dados
Na areia não teriam ficados.
Se não fosse a distância não haveria lembranças.
Se não fosse noites de sorriso
Não teria conhecido paraísos.
Se não fosse ser inconstante
Não teria ido mais adiante.
Se em mim a dor não ficasse
Não me transformaria.
Não digo que novamente dessa água não beberia
Quando a sede em mim chegasse
E somente nesse lugar achasse.
Seca não morreria
Morreria sim de cheios, mas não de vazios.
Não há calma sem temor
Sem abalos, sem tremor
Se não fosse a chance de tantas vidas,
Não aprenderia onde achar a saída.