Aprisiona a essência.
Em nome do efêmero do corpo
Do fulgás do mundo.
Veste-se com roupas que não lhe cabem,
Pés aprisionados, desconforto indesejado,
Escolhe uma mascara para mais esta farsa.
Ri como se houvesse graça,
Se esforça para sentir o porquê de estar ali
Vazio por dentro, mero passatempo.
E, dentro em silêncio.
Os gritos lhe falam ao ouvido
Está tudo errado
Sem sentido.
Nessa fração de segundo que sente do mundo.
Ouve o próprio coração e canto
Entende o porquê de tanto desencanto.
Caminha em direção ao ar
Precisa respirar.
Despe-se de tudo, joga máscara ao vento
Chama do âmago um sorriso
Livra-se de todo os artifícios.
Há ainda um incômodo febril.
Faz uma oração em silêncio
Aproxima-se do que há de céu dentro de si.
E percebe a alma esta vestida.
Desnuda-a. Desnuda-se.
Sente-se verdadeira
Sorri serena, enfim.