"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

domingo, 16 de maio de 2010

Olhar


Olhar que desnuda,
Insinua em silêncio.
Na reação nem pensa.
A teus braços esta propensa.

Olhar que esquenta.
Adrenalina acelera.
Desejo alimenta.
O torpor orienta.

Olhar que transgride.
Na boca saliva.
Pensamento delira.

Olhar que é teu.
Não pare de olhar,
Não acabe com o feitiço,
Que causa ao meu.

5 comentários:

pablorochapoesias.com disse...

Quanta poesia há em um olhar, não é mesmo?

Aplausos, Fátima!

Mila disse...

Um olhar sempre fala mais que palavras...Após um olhar pode-se terminar em lugares jamais imaginados...rs
Bjs
Mila

Hamilton H. Kubo disse...

O olhar, a troca de olhares.
Tantos desejos, inquietos e oscilantes.
Na ausência deles, ainda temos as palavras, sejam escritas ou amorosamente balbuciadas.

Parabéns Fátima pela belissíma poesia!

Beijos

ARTESÃ DAS LETRAS disse...

OI FÁTIMA!
Que maravilhosa poesia que fala do poder do olhar, que hispnotiza e toca mais que mil palavras! MEUS PARABÉNS!
Adorei teu blog , já estou te seguindo
bjs da Taís Mariano

JoCarlos Barroso disse...

Fátima

Me encantou sua poesia
Jeito simples como o meu jeitão de Zé, mas que faz bem aos olhos e ao coração.
Parabéns.
Obrigado por seguir-me.
E eu já estou aqui.
Bjs!