"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vozes


Espalham-se aos cantos
Aos redores,
Em seus contornos.

Enfeitam-se de cores
Agudos, graves,
Alastram pelas paredes.

Despem-se de pudores,
Suplicam por quereres,
De juras em altares.

Humilham-se em favores
De joelhos em dores,
A luz que apaga.

Ouvem-se os rumores
Lamentos de torres.
Elos de correntes.

Imploram aos céus
Pedidos em louvores,
Silencie seus clamores.

8 comentários:

Mila disse...

Olá Fátima!
O amor é um sentimento urgente, pena não podermos programa-lo...mas um dia essa dor será silenciada e saciada serás de muito amor.
Bjs
Mila

Mila disse...
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Valter Montani disse...

Fatima,

Obrigado por sua visita e comentário, estou te seguindo para manter contato.
Parabéns pelos textos, boa semana, bjs

Hamilton H. Kubo disse...

Como sempre Fátima, nos presentea com bela poesia.

Beijos e obrigado!

Pontos de Ligação disse...

"As vozes que nunca se calam,
Os versos que nunca se cansam
As verdades que nunca mentem,
Os sussurros que ecoam pele universo..."

BElíssimo texto Fátima!

Fátima disse...

PONTOS DE LIGAÇÃO... Não está sendo possível postar no blog de vcs, verefique oque há. Faço o comentário e quando aparecem as letras de segurança não dá pra confirmar, ok

Beijos

pablorochapoesias.com disse...

Q coisa boaa! Uma das suas que mais gostei até agora. Clamores dos mais diveros. Puro talento!

Beijos

meus instantes e momentos disse...

belo post.
"Despem-se de pudores,
Suplicam por quereres..."
muito bom
parabens pelo blog.
Maurizio