"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Uma peça em dois atos


Na trama hábil e desmedida
No traçado perfeito das teias.
A peça da vida, às vezes
É somente assistida.

Narrada aos avessos
Expõe sua dor nua.
Afronta seus desejos
Não sabe se é tua.

Mais um ato de desprezo.
Como marionete se sente.
Todos no lugar assistem,
Mais um lamento triste.

Mas existe um momento de escolha...

Na revolta contra as teias
Como vísceras são arrancadas.
Não se entrega mais ao jogo
Basta de vida manipulada. 

Descobre uma verdade,
Sua vontade é o seu poder
Descobre o segredo...
Vencer o medo!

Dá o primeiro passo.
Chega de tanto nada.
Pega o que é por direito teu.
Liberta-se de fato.

Ao longe se ouve, aplausos pelo seu ato.

6 comentários:

Hamilton H. Kubo disse...

Uma peça verdadeira.
Tomar o que é por direito.

Perfeito!

Beijos!

Sonhadora disse...

minha querida
Um belo momento de poesia, adorei o poema.

beijinhos
Sonhadora

Germano Xavier disse...

Este descobrir é o momento mais importante de cada um. O saber do rumo a se ir. O diferencial. E sempre está no mais profundo.

Carinho, Fátima.
Continuemos...

Mila disse...

Adorei tua poesia...
Uma arte...
Bjs
Mila

Talles azigon disse...

ano o teatro e amo a poesia e considero também que as linguagens do teatro ficam muito bem no poema, como você provou nesse maravilhoso

Rêgo disse...

Bom, muito bom!