"Eu não escrevo poesia, não escrevo poema. Eu só desnudo minha alma." Fátima Amaral

domingo, 30 de maio de 2010

Acabou


Dava para ver os cacos
Voarem para todos os cantos,
Deixando feridas marcadas.

Dava para ouvir o barulho
Da mágoa escorrendo,
Entre os cacos pela escada.

Dava para sentir o gosto
Amargo das palavras decretadas,
Envenenando os sentidos.

Dava para tocar o tempo,
Dizendo que havia acabado,
Que o que foi quebrado,
Já não podia ser juntado.

11 comentários:

Hamilton H. Kubo disse...

Talvez precisemos do fim, para enfim encontrar o recomeço.

Bela poesia, triste mas sempre bela.

Beijos

Mila disse...

Adorei Fátima...linda poesia.
Bjs da Mila

:: Mari :: disse...

Nossa que profundo...

Belíssima poesia.

Bjos

Cria disse...

Um texto repleto de intensidade ! Parabéns, poeta ! Beijos.

Maria Luisa Adães disse...

E acabou, a sério - acabou!

Tudo caíu de mãos descuidadas e se
partiu em cacos depedaçados.

Não é possível juntar a areia e o pó da areia, depois de tudo destroçado.

Nunca se sabe - mas talvez fosse bom, ou menos bom, o acabar, mas só tu,
podes saber e falar das tuas realidades.

Agradeço te encontrar, no meu recanto de poesia.

Mª. Luísa

Talles azigon disse...

e o amor não é assim

quando vem destruindo tudo

quebrando tudo

acabando tudo

não conseguimos conter

Juci Barros disse...

Dá para reconhecer toda verdade dos sentimentos ao ler suas palavras.
Beijos.

Pontos de Ligação disse...

Dava pra sentir a dor, o peso...
Cada essência tão materializada, desses malditos sentimentos que acompanham ao fim e à saudade!

Que lindo poema Fátima!

Anônimo disse...

Linda poesia! Os desencontros e o fim nos trazem marcas e sufocos de lágrimas.
Bjs!

EDER RIBEIRO disse...

Essa dor que nos refere e nos traz recordações tb dolorosas se arrefece com o tempo, aí então, com o passar do tempo, as saudades provocará as boas lembranças vividas. Bjos.

EDER RIBEIRO disse...

refere, digo: fere